Linha do Tempo

Uma história de sucesso

"Um belo desserviço com bom humor, sarcasmo e ironia"

Os fundadores da bagaça, junto ao Tutinha, o criativo.

Emílio Surita

Emílio Surita

Locutor e Operador de áudio

Maestro Billy

Maestro Billy

DJ e Sonoplasta

Marcelo Batista

Marcelo Batista

Locutor e Repórter

Como tudo começou?

Tudo começou com uma simples ideia de Ricardo Henrique, o radialista, que imaginou colocar os repórteres Maestro Billy e Marcelo Batista na rua enquanto Emílio Surita permanecia no estúdio. Essa dinâmica inicial deu origem ao "Pânico", que teve esse nome sugerido por Marcelo Siqueira, quando Ricardo buscava algum nome que tivesse "Pan" fazendo referência a Rádio Jovem Pan. No começo o programa tinha um tom mais sério, abordando temas como aborto, questões raciais e críticas políticas.

No entanto, foi quando os apresentadores começaram a interagir de forma irreverente com os ouvintes que o programa começou a ganhar destaque. Transmitindo diretamente da movimentada Avenida Paulista, em São Paulo, o programa refletia o caos do trânsito da cidade e da própria Rádio Jovem Pan. Vestidos de personagens famosos, como Batman e Homem-Aranha, eles entrevistavam transeuntes, dando início a uma abordagem mais descontraída.

Em meio a esse contexto, surgiram personagens marcantes como Piru, interpretado por Ricardo Zanella, e posteriormente Bola, interpretado por Marcos Chiesa. Samanta, interpretado por Flávio Machado, também se juntou à equipe. O programa passou a consistir principalmente em interações telefônicas com os ouvintes, lançando até promoções como as "Olimpíadas do Pânico", marcando o início de uma era de humor e entretenimento que cativou o público.

As primeiras aparições na televisão.

O sucesso do Pânico na rádio se estendeu para a televisão, com participações notáveis no programa Ratinho Livre, da Rede Record, onde Bola, Japa, Ceará, Mineiro e Paty Lane atuaram como jurados aos sábados. Antes disso, o grupo também foi destaque no programa 190 Urgente, apresentado por Ratinho na CNT. Além disso, o programa de Patrícia de Sabrit dedicou uma matéria especial à Turma do Pânico.

Chegaram mais personagens

Novos Personagens

À medida que alguns membros deixaram o programa, Emílio Surita, sempre aberto a novos talentos, trouxe novos apresentadores e personagens para o Pânico. Entre eles, destacam-se "Japa" (Marcos Aguena), conhecido pelo personagem "Carlos Caramujo", e "Carioca" (Márvio Lúcio), bem como "Arnóbio", posteriormente renomeado como "Ceará" (Wellington Muniz), famoso pelo personagem "Paulo Jalaska". Antes mesmo da estreia de Márvio Lúcio como integrante do Pânico, Marcos Aguena e Wellington Muniz já faziam sucesso com o quadro dos palhaços "Carequinha e Chupetão". Aguena também ganhou destaque com o personagem "Pato", que ocupou um espaço fixo no programa por um longo período. A ex-modelo e empresária Joana Prado também fez parte do elenco do Pânico nos anos de 1999 e 2000. Houve também a participação da drag queen Nany People, que fez parte do programa de março de 2000 até julho de 2001, e que mais tarde tornou-se famosa por trabalhar com a apresentadora Hebe Camargo.

Transmissão pela Internet

Programa gravado em Agosto de 1998

Programa Pânico - Agosto de 1998

Gravação de estúdio

Nesse período o Programa Pânico recebeu novos integrantes, como Vinícius Vieira, no papel de Zé Fofinho, e Carlinhos, como o Mendigo, além de Amanda Ramalho, reconhecida como a voz crítica do programa, e Marcelo Senna, conhecido por sua gagueira causada pelo atraso no retorno do fone (delay). Também nesse período, a ex-BBB Sabrina Sato tornou-se uma presença frequente no programa. Com essa formação consolidada, o programa de rádio deu o salto para a televisão.

O Pânico começa na TV

Para viabilizar essa novidade, a Jovem Pan investiu 150 mil dólares na reforma completa do estúdio do programa. Dado o caráter inovador da transmissão digital, a rádio contratou o renomado diretor de TV Nilton Travesso para orientar o elenco do Pânico na adaptação para a televisão. Esse foi o primeiro passo da Jovem Pan em direção à transição do Pânico para a TV, que se concretizou em 28 de setembro de 2003 com a estreia do Pânico na TV na RedeTV!.

O sucesso do programa no rádio rapidamente se refletiu na versão televisiva. No entanto, em meados de 2005, ocorreu uma baixa significativa: Marcos Aguena deixou tanto a Jovem Pan quanto o programa de TV, encerrando assim suas performances como "Mestre Fyoda" e "Carlos Caramujo, o repórter surdo". Em 2006, Danielle Souza, conhecida como Mulher-Samambaia, transcendeu sua função como dançarina de palco para se tornar uma participante ativa do programa.

Em 2007, Wellington Muniz, também conhecido como Ceará, deixou a Jovem Pan para dedicar-se exclusivamente ao Pânico na TV. Nesse mesmo ano, o programa ganhou mais um personagem marcante: Christian Pior, interpretado por Evandro Santo, um estilista obcecado pelo mundo da moda. A renovação do elenco em 2008 trouxe Fábio Rabin como Silveira. No mesmo ano, Eduardo Sterblitch estreou como César Polvilho e Paulinho Serra como Vovô, no Pânico na Rádio, ambos já tendo trabalhado no Pânico na TV.

Em 2009, várias mudanças ocorreram no elenco. Danielle Souza deixou o programa para participar da primeira temporada do reality show A Fazenda, na Rede Record, enquanto Fábio Rabin e Paulinho Serra se transferiram para a MTV. Nesse mesmo ano, Zina, conhecido como o corintiano do programa, passou a integrar o elenco do Pânico.

Saída da TV e politização do conteúdo

O programa de rádio gradualmente passou por transformações e, a partir de meados de 2014, começou a abordar temas como política e economia, mantendo seu caráter humorístico e irreverente. Com o término do programa de TV, membros antigos gradualmente deixaram o programa de rádio. Bola saiu no início de 2018, seguido por Carioca no meio do mesmo ano. Atualmente, Emílio Surita é o único integrante original do programa.

Apesar das mudanças no elenco, o programa teve um papel significativo durante as eleições de 2018, entrevistando todos os pré-candidatos à Presidência da República. A abordagem política do programa e de seus participantes reflete a postura do Grupo Jovem Pan, alinhada com a direita liberal brasileira, criticando o politicamente correto e o petismo. Em 2019, André Marinho e Alba Expider, conhecidos por suas imitações de políticos, juntaram-se ao elenco, trazendo um tom humorístico dos primórdios do programa, mesmo ao lidar com temas sérios, coincidindo com o lançamento do programa na plataforma de streaming Panflix.

"Aqui temos apenas um salário, mas somos veiculados em todas as plataformas."

- Surita Emílio
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